Conselho Nacional de Cineclubes

Entidade nacional representativa dos cineclubes brasileiros.

Realizou-se no último sábado (26), a cerimônia de premiação do III Festival de Cinema na Floresta.. O evento aconteceu no Centro Cultural e de Eventos de Alta Floresta (MT). Destaque do Festival, o documentário ‘Piõ Höimanazé: A mulher Xavante em sua Arte’ de Cristina Flória, de São Paulo/SP recebeu o prêmio de melhor filme da Mostra Viva Floresta Viva. O filme também foi escolhido como o melhor filme do Festival pelo Conselho Nacional de Cineclubes, que atribuíu o Prêmio CNC de Melhor Média metragem. “É uma alegria muito grande sermos agraciados com prêmios como estes. Dedico esta conquista às minhas guerreiras Xavantes pelo belíssimo trabalho que eles desenvolvem em suas tribos”, disse Cristina Flória ao receber os prêmios.

Composto pela presidente da ABD Nacional, Solange Lima, pelo Secretário Geral do CNC - Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, João Baptista Pimentel Neto e pela produtora Tati Mendes, o Júri Oficial atribuíu o prêmio de Melhor Videoclipe ao clip ‘A Janela’ de Rafael Jardim de Salvador, BA. Na categoria curta metragens o vencedor foi ‘Calango Lengo: Morte e vida sem ver água’ de Fernando Miller de São Paulo, SP. O curta recebeu ainda o Prêmio CNC de Melhor Curta metragem de Animação. Nesta categoria, o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros também premiou o curta ‘Darluz’ de Leandro Goddinho, de São Paulo, SP ao qual foi atribuído o Prêmio CNC – Melhor Curta metragem do III Festival de Cinema na Floresta.

Na categoria de média metragem o júri escolheu ‘Memórias Finais da República de Fardas’ de Gabriel Marinho, de Brasília, DF. E o longa metragem agraciado com o prêmio de Melhor Filme do III Festival de Cinema na Floresta foi ‘Belowars’ de Paulo Munhoz, de Curitiba, PR.

Elenor Cecon Júnior, diretor de produção do Festival, avaliou como positivo a realização do evento. “Sabemos que muito tem ainda a ser feito, mas a terceira edição do Festival de Cinema na Floresta, com certeza foi a melhor já realizada pelo Cineclube Floresta. Tudo isso, deve-se é claro, à grande contribuição das pessoas que colaboraram com a sua realização, aos diretores dos filmes que se inscreveram, aos filmes selecionados, aos convidados que ministraram palestras, oficinas, debates, aos empresários que acreditaram no evento, ao governo federal através da Lei de Incentivo à Cultura. Enfim, todos que de uma maneira ou outra, contribuíram para que este evento fosse realizado da melhor maneira possível”, declarou. “Para 2010, grandes novidades estão programadas para quarta edição do Festival que acontecerá de 12 a 18 de setembro”, finalizou.

O III Festival de Cinema na Floresta contou com o patrocínio do Governo Federal através da Lei de Incentivo à Cultura, da Prefeitura Municipal de Alta Floresta e recebeu apoios do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, da Associação Brasileira de Documentaristas, do CBDC - Centro Brasileiro pela Diversidade Cultural, empresariado local e imprensa.

Antes da premiação, houve a projeção do documentário “Memórias do Cinema”. O curta metragem foi resultante da oficina de cinema ‘Do Argumento à Finalização’ desenvolvido pelo cineasta mato-grossense Amauri Tangará, com quinze alunos, durante cinco dias.

“A cada ano que passa fico mais impressionado com o trabalho desenvolvido em Alta Floresta. É o terceiro ano consecutivo que realizo esta oficina durante o festival e percebo que o nível das produções sempre supera as expectativas”, disse Tangará ao apresentar o documentário para a exibição.

Agostinho Bizinoto, presidente do Cineclube Floresta, entidade organizadora do festival, fez a entrega de troféus ‘Capivarinha’ para os convidados. “Este troféu é o símbolo de nosso reconhecimento e gratidão pela contribuição que vocês fazem para a produção audiovisual de nossa região”, disse Agostinho.

Ao receber a homenagem, João Batista Pimentel Neto, secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros e diretor de Relações Institucionais do FAIA - Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, declarou que mais do que tudo o Festival de Cinema na Floresta é a prova viva da dedicação de seus idealizadores. “Estive aqui na primeira edição do festival, ocasião em que fundamos o Cineclube Floresta. Hoje, passado dois anos, vejo que aquela semente, regada pela dedicação e trabalho de pessoas realmente compromissadas com a cultura e com o audiovisual tornaram o Festival de Cinema na Floresta em um evento reconhecido pela população local e que prepara Alta Floresta para que venha a se transformar numa cidade pólo de produção e exibição audiovisual em Mato Grosso. Portanto, estou muito satisfeito e emocionado em poder contribuir e participar deste processo." - finalizou.

Também homenageado, o cineasta e presidente do CBDC, Geraldo Moraes afirmou que a realização do festival e das atividades paralelas consolidam Alta Floresta como um portal da Amazônia para todo o Brasil. "Fico muito honrado em poder estar novamente contribuindo para a realização deste evento, que ano após ano, cresce e se consolida dentro do calendário cultural do Mato Grosso" - declarou.

“Deixo Alta Floresta com uma ótima impressão. De ver que aqui também se produz um evento de elevado nível e de grande importância para o cinema brasileiro”, disse Solange Lima, presidente da Associação Brasileira de Documentaristas.

Tags: 2009, Alta_Floresta, CNC, Festivais, Mato_Grosso, Pimentel, cineclubes

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