
Em 2006, depois de estabelecer diálogo permanente com a sociedade civil organizada, o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv), lançou edital para difusão de obras audiovisuais – Pontos de Difusão Digital (PDD) – e, em paralelo, trabalhou internamente na construção da Programadora Brasil, apresentada oficialmente em fevereiro de 2007. Os PDDs possibilitaram a constituição de espaços destinados a exibições coletivas de audiovisual e a Programadora Brasil consolidou-se como importante empacotadora de conteúdo brasileiro, que o disponibiliza para sessões sem fins comerciais. Ao longo dos trabalhos da Programadora Brasil e do avanço das relações com a sociedade civil organizada, detectou-se a necessidade de união entre os dois programas – acrescentando-lhes oficina de capacitação para o manuseio do equipamento e a utilização plena das obras disponibilizadas; monitoria para auxílio e supervisão de suas atividades; além da criação de rede de comunicação permanente entre os pontos.
No final de 2007, com o lançamento do Programa Mais Cultura, estas frentes foram consolidadas e materializadas na ação Cine Mais Cultura, com a palavra “acesso” como carro-chefe e a missão de trabalhar pelo protagonismo da população na gestão cultural. Assim, o Cine Mais Cultura vem para integrar, ampliar e intensificar a utilização do audiovisual nas soluções para os desafios impostos pela Nova Política Social para o Brasil: Eixo Cultura, inclusive trazendo mais corpo aos temas sinalizados – destacam-se a ação conjunta para a integração sócio-cultural das regiões do país e fortalecimento da difusão audiovisual; a formação e o aprimoramento sustentável dos cineclubes e exibidores não comerciais em geral, em especial daqueles que atuam fora dos grandes centros urbanos ou em suas periferias; e a colaboração na organização da exibição sem fins lucrativos no país.
Em ação, o Cine Mais Cultura será responsável pela implantação, organização e capacitação de um circuito de pelo menos 1.600 Cines até dezembro de 2010, de maneira que persigam a sustentabilidade da rede formada e que a mesma se comunique com as demais redes, especialmente a cineclubista.
As oficinas de capacitação de 5 (cinco) dias de duração acontecem por meio de parceria firmada entre o Cine Mais Cultura e o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. Estas são conduzidas por cineclubes filiados ao Conselho e direcionadas a pelo menos 01 (uma) pessoa da sociedade civil por Cine. Dentre seus objetivos estão levar o conhecimento da prática da exibição contínua e regular aos representantes dos Cines integrantes da Ação; bem como o fortalecimento da rede criada e o oferecimento de oportunidade para que ela se comunique com outros circuitos existentes, como o circuito SESC, por exemplo. Embora o Cine Mais Cultura não seja uma ação para cineclubes ou para criação de dos mesmos, reconhece-se a importância do movimento para a formação e organização do público e a prática cineclubista como a mais consistente dentro do espectro não comercial. A ação investe esforços e recursos para tornar a atividade de exibição dos Cines – além de prazerosa – uma importante ferramenta de aproximação entre os envolvidos, desde o realizador (por meio de suas obras) até o público. Integração e interação cultural e social.
Confira o relatório na íntegra.
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